Terremoto no Chile é sentido em laboratório de Barão Geraldo

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Cartaz promove um drink chamado terremoto, em Tongoy, no Chile: tremor no país foi de 8,3 graus

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O terremoto de 8,3 graus na escala Richter na noite da última quarta-feira (16) foi sentido em Campinas no Laboratório Nacional Luz Síncrotron, em Barão Geraldo, que chegou a ter dados de pesquisas afetados no terremoto chileno de março de 2010, de 8,8 graus.

Na época, houve registro de tremor em alguns prédios no Cambuí, mas desta vez o coordenador da Defesa Civil, Sidnei Furtado, afirma que o órgão recebeu apenas uma ligação de morador de prédio. O engenheiro de automação e controle Walter Marchesini Junior, responsável pela operação da luz síncrotron, afirmou que houve micro-oscilações por 11 minutos, das 20h06 às 20h17.

“As oscilações foram percebidas nos monitores. Foram 40 mícrons na horizontal e 15 mícrons na vertical. Um mícron equivale a um milímetro dividido por mil.” Segundo o engenheiro, a alteração não afetou pesquisas porque aconteceu justamente na semana do mês em que elas não ocorrem. “Nessa semana é feito estudo da física do acelerador para entender os conceitos e aperfeiçoar a máquina”, completa.

A luz síncrotron é gerada dentro de um anel de armazenamento de 30 metros. Neste anel, um feixe de elétrons percorre toda a estrutura, praticamente atingindo a velocidade da luz.

Em um momento, ele é forçado a mudar de percurso e passa a emitir uma luz de alto brilho, a luz síncrotron. Essa radiação eletromagnética emitida vai desde o raio infravermelho até o raio X. Logo após, o feixe selecionado para uma determinada pesquisa passa a ser analisada e revela as propriedades imperceptíveis ao olho humano.

Fonte: Correio Popular