Prefeitura realiza mutirão contra a dengue

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Agentes de Saúde e voluntários ajudam na divulgação sobre como se proteger do Aedes aegyptiLeandro Ferreira/AAN

Agentes de Saúde e voluntários ajudam na divulgação sobre como se proteger do Aedes aegypti

A Prefeitura Municipal de Campinas realizou neste sábado (23), pela manhã, um mutirão de combate ao mosquito Aedes aegypti, na Vila Santa Isabel, em Barão Geraldo. O local, que foi escolhido para receber a iniciativa devido ao alto índice de casos registrados no último ano, já apresenta 35 suspeitas da doença em 2016. A ação teve início por volta das 9h, e contou com a presença do prefeito Jonas Donizette (PSB), que acompanhou de perto o trabalho dos agentes de saúde, da Defesa Civil e dos voluntários. “As ações são contínuas e precisamos trabalhar em conjunto. Hoje, o objetivo é trabalharmos para não deixar o mosquito nascer. Além disso, é preciso que o trabalho seja cotidiano. É uma luta de toda a cidade e todos precisam se envolver”, defende o prefeito.
As dez equipes que participaram da ação eram formadas por um agente de saúde, um agente da Defesa Civil e cinco voluntários. Eles percorreram as casas de todos os quarteirões do bairro, orientando os moradores e buscando eliminar criadouros do mosquito. De acordo com o prefeito, há muitas soluções alternativas para o problema sendo divulgadas, mas elas são paliativas. “Nossa missão é não deixar o mosquito nascer. A dengue já era uma doença muito preocupante. Agora, sabendo do avanço de casos de zika vírus e chikungunya, a questão deve ser tratada ainda com mais seriedade”, disse Jonas, que aproveitou para agradecer a presença dos voluntários na ação.
A mobilização do cidadão com relação ao combate ao mosquito foi incentivada em diversos momentos, inclusive pelo diretor da Defesa Civil, Sidnei Furtado. “A operação é muito importante e, mais do que isso, o fato de queremos mobilizar o cidadão, fazer com que todos estejam comprometidos”, afirma.
Jonas ainda lembrou dos casos registrados no último ano e disse que, apesar dos desafios enfrentados, houve um saldo bastante positivo na área da Saúde. “Tivemos uma estruturação muito forte da área. De todas as pessoas que tiveram a doença no ano passado em Campinas, 80% fizeram o tratamento em hospitais da rede pública. Fomos qualificados pelo Ministério da Saúde como um dos melhores atendimentos para pacientes com dengue. Então, estamos preparados. Mas precisamos conscientizar em primeiro lugar. E trabalhar em conjunto, orientando a população. É isso o que buscamos hoje (neste sábado). Por isso, estamos distribuindo livros educativos e também folhetos de orientação nas casas, com informações sobre o ciclo útil do mosquito e prevenção”, frisa.
População engajada
O engajamento da população na ação deste sábado foi elogiado pelas equipes intersetoriais de Prefeitura. De acordo com os voluntários, a participação das pessoas do próprio bairro na iniciativa transmite confiança aos moradores durante as inspeções nos imóveis. “Eu sinto que o pessoal fica mais à vontade, porque já conhece a gente. É a segunda vez que trabalho no mutirão. Ajudei a organizar, avisei na Igreja e conseguimos reunir muita gente”, conta a dona de casa Maria Emília, de 59 anos. Ela diz que o marido e o genro já tiveram dengue e afirma que não quer mais ver ninguém doente. “Temos que fazer a nossa parte e cuidar do nosso bairro”, completa.
Para a analista de comércio exterior Danielle Rodrigues, de 28 anos, o mutirão é importante para que as pessoas tenham noção do tamanho do problema e comecem a agir para acabar com os focos do mosquito. Ela soube da ação por meio dos avisos de dona Maria Emília na Igreja, assim como as colegas Maria Pedro da Silva, 67 anos, Luzia Imaculada Antônio, 24, e Luiza Naturina, de apenas 9 anos.
Entre as casas visitadas pelas equipes, estava a de Aparecida Corrêa, de 72 anos. Ela conta que tem mais de 150 plantas no quintal da residência e mostra tudo aos agentes. “Nenhuma tem pratinho. Não deixo água acumulada por nada. A água que utilizo para regar as plantas é da chuva e eu armazeno em garrafas que mantenho fechadas no quintal. Aqui, o mosquito não tem vez”, diz a dona de casa. No meio da conversa com o agente de saúde, dona Aparecida descobriu que precisa ficar de olho até na caixinha que fica perto do motor da geladeira. “É uma caixinha que pode acumular água e eu nunca tinha percebido. Agora vou colocar nela uma mistura de sal e água sanitária, como ele orientou”, avisa.
Outras ações
No mesmo período em que os agentes visitavam as residências, caminhões da Secretaria de Serviços Públicos recolhiam objetos deixados pelos moradores nas calçadas – as pessoas foram avisadas sobre a ação pelos leituristas da Sanasa (Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S/A).
A atividade faz parte de um programa nacional de mobilização contra as três doenças e, em Campinas, foi desencadeada pelo Comitê Gestor Municipal de Prevenção e Controle da Dengue e outras Arboviroses de Campinas. Apesar de ser nacional, não acontecerá simultaneamente em todo o País.
A próxima ação acontece no dia 30, no Costa e Silva, mais um bairro que encabeçou a lista de registros de dengue no último ano. “Por enquanto, temos essas duas grandes mobilizações. No dia 30, haverá ações em toda a Região Metropolitana de Campinas. Depois, o objetivo é levar a iniciativa para outros lugares”, informa o Coordenador de Assessoria de Imprensa da Sanasa, Marcos Lódi.

Fonte: Correio Popular