Prefeitura manterá plano de expansão urbana em Barão

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A Prefeitura de Campinas não vai abrir mão de transformar a zona rural de Barão Geraldo em área de expansão urbana. “Isso é inevitável”, disse o secretário de Planejamento e Urbanismo, Carlos Augusto Santoro. A proposta da Administração é preservar a área de preservação permanente (APP) da Bacia do Ribeirão Quilombo e permitir a migração do rural para o urbano mediante projetos específicos e com pagamento de outorga. Os proprietários de terra não serão obrigados a fazer a migração, mas quem quiser, terá amparo legal.
Ao mesmo tempo em que há uma mobilização de moradores do distrito contra a medida, proprietários rurais estão fazendo movimento nas redes sociais em favor do aumento do perímetro urbano, porque consideram que a produção agrícola no distrito ficou inviável pela falta de segurança e dificuldade de mão de obra para trabalhar na terra.
Segundo Santoro, a proposta da Administração para o novo Plano Diretor Estratégico é tornar a atual área rural em macrozona de expansão e desenvolvimento ordenado. Para isso, o plano vai regulamentar usos e atividades na área de expansão e também regularizar as áreas consolidadas de uso urbano na zona rural e fazer a compatibilização da acessibilidade e do uso do solo através de definição de parâmetros específicos.
Movimento em área central do distrito: inclusão em zona macrometropolitana em debate
Prevê ainda a preservação do meio ambiente sustentável, com a definição de diretrizes e instrumentos específicos para proteção ambiental e do patrimônio histórico e cultural, além da identificação das áreas que deverão ser objeto de estudo para Regularização Fundiária de Interesse Social e Específico.
Parte dos moradores do distrito rejeita essa proposta e fará manifestação neste sábado, às 10h, na praça central. Além de rejeitar a expansão urbana, eles também querem impedir a verticalização e rejeitam a inclusão do distrito na Macrozona Macrometropolitana.
A Prefeitura já havia desistido de ampliar a permissão de verticalização além do que está previsto nas atuais regras, mas ontem admitiu que pode também rever a proposta de inclusão de parte do distrito na Macrozona Macrometropolitana. Santoro disse que vai analisar o pedido de retirada de Barão dessa macrozona, fazer levantamentos e, se possível, incluir o distrito na Macrozona de Estruturação Urbana. Tanto uma quanto a outra indicam o uso misto de atividades, onde indústria, comércio e serviços podem conviver com o uso residencial desde que não exerçam atividades incômodas (poluição ambiental e sonora).
O novo Plano Diretor Estratégico vai preparar a cidade para os próximos dez anos e, de acordo com o secretário, será inevitável, senão agora, mas num futuro próximo, criar regras para o adensamento populacional que virá. “É só uma questão de tempo”, disse.
SAIBA MAIS
A proposta inicial permitia a verticalização do distrito ao longo dos corredores de transporte, como é o caso da Estrada da Rhodia, onde seria possível adotar o coeficiente 2 de construção (permissão para construir até duas vezes a área do terreno). Moradores reagiram e antes mesmo da audiência no distrito para discutir o plano, a Administração já havia retirado a proposta.