Graças a Pokémon Go, aluno da Unicamp descobre praça de 55 mil m²

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Alunos estão caçando monstros entre 10 mil árvores da universidade.Monstros Mew e Mew 2 são os mais raros em Campinas.

Alunos trocaram as conversas nos intervalos das aulas por caçadas aos Pokémons (Foto: G1/Luciano Calafiori)Alunos trocaram as conversas nos intervalos das aulas por caçadas aos Pokémons (Foto: G1/Luciano Calafiori)

O semestre na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) acabou de começar, mas alguns alunos trocaram aquela social dos intervalos das aulas por uma outra atividade: caçar pokémons. Com o rosto grudado no celular, eles percorrem os quase 3 milhões de metros quadrados e se espreitam entre os muitos prédios e as mais de 10 mil árvores e arbustos da universidade.

Já conheci quase a Unicamp toda. Vi a Praça da Paz, que fica a poucos metros do meu Instituto e eu não conhecia”
Rafael Magnus, estudante de química

Em uma dessas caçadas, Rafael Magnus, estudante de química, descobriu onde ficava a Praça da Paz, a maior área verde da Unicamp, localizada a 350 metros do Instituto de Química. Com 55 mil m², a praça é cercada por uma pista para caminhadas leves, equipamentos de ginástica, bancos de descanso e um play ground infantil.

“Estava jantando quando um amigo avisou que o jogo tinha chegado ao Brasil. Joguei das 19h30 às 22h30 e hoje pela manhã. Depois do almoço, voltei a jogar. Já conheci quase a Unicamp toda. Vi a Praça da Paz, que fica a poucos metros do meu Instituto e eu não conhecia”, revela com surpresa o jogador.

Outro que também começou a procurar os monstrinhos ontem mesmo foi Eduardo Baglio, que está no segundo ano do curso de engenharia mecânica. A diferença dele para os amigos, é a quantidade de pokémons já capturados: 60. A larga vantagem tem explicação no fato dele já ter utilizado o game de realidade aumentada em uma viagem internacional.

“Eu tinha jogado em Israel e na Espanha e já tinha um pouco de pokémons, por isso saí na frente. Cada região tem um Pokémon especial, ainda tenho que capturar os daqui”, conta Eduardo.

Amigos estão buscando monstros na Praça da Paz (Foto: G1/Luciano Calafiori)Amigos estão buscando monstros na
Unicamp (Foto: G1/Luciano Calafiori)

Raridades
Em Campinas, os principais PokéStops,  paradas obrigatórias para reabastecer o  estoque de pokébolas e incensos – este último atrai mais pokémons, estão em praças e igrejas.

Os jogadores já perceberam que os pókemons Pidgey, Zubat e Krabby são os mais comuns e o que eles começaram a buscar são os monstros Mew e Mewtwo, verdadeiras raridade na cidade.

O calouro de estudante de engenharia civil, Leovegildo Matos Souza, já identificou na Unicamp onde ficam os principais PokéStops e passou a manhã atrás deles.

“É preciso ir até essas paradas, coletar os itens que ajudam a capturar os pokémons e continuar andando. Nos Institutos da Unicamp podemos fazer uma espécie de batalha. Nessas batalhas, se a gente consegue ganhar, nosso nome fica registrado no local”, explica o estudante.

A grande quantidade de PokéStops no campus também atraiu o analista de sistema Denis Armellini, que começou a jogar ontem a noite. Ele, no entanto, não tem achado o jogo tão fácil quanto parece:

“Eu estava descendo para Barão Geraldo e parei na Unicamp para ver que tipo de Pokémon tem por aqui. Por enquanto, estou achando um pouco difícil”, lamenta o analista.

Como funciona
Disponível para aparelhos Android (clique aqui para baixar) e iOS (clique aqui para baixar), “Pokémon Go” usa dados do Google Maps para espalhar monstrinhos, PokéStops e ginásios pelas ruas.

Os pokémons aparecem aleatoriamente pelo mapa, respeitando um nível de raridade e algumas condições geográficas. Monstrinhos de água, por exemplo, tendem a surgir perto de rios, lagos e mares.

A ideia é andar pela cidade para encontrá-los e capturá-los. E para isso, basta arrastar a pokébola que aparece na parte de baixo da tela na direção do pokémon.

Fonte: G1 – Graças a Pokémon Go, aluno da Unicamp descobre praça de 55 mil m² – notícias em Campinas e Região