Em meio à epidemia, Campinas registra falta de medicamentos usados por pacientes com dengue

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Pelo menos quatro itens básicos estão indisponíveis nos postos de saúde da metrópole. Moradores criticam, enquanto Prefeitura alega que reforçou estoques de todos os insumos.

Postos registram falta de remédios para tratamento da dengue

Postos registram falta de remédios para tratamento da dengu

Em meio à epidemia de dengue, postos de Campinas (SP) registram faltas de pelo menos quatro medicamentos básicos usados por pacientes durante tratamento. Desde janeiro, a cidade contabiliza 5.493 casos confirmados da doença e uma morte provocada pelo vírus transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti. Pacientes criticam a indisponibilidade de recursos.

Remédios em falta

  • Metoclopramida – inibir náusea e vômito – falta em 12 unidades;
  • Sais para reidratação oral – manter equilíbrio do organismo – indisponível em 15 postos, incluindo áreas de Barão Geraldo, Jardim Eulina e Vila União;
  • Paracetamol – analgésico e antitérmico – falta em oito centros de saúde e abrange as regiões do CS São José, Itajaí, Floresta e Figueira;
  • Hioscina – usado contra dores, cólicas abdominais e diarreia – falta em 36 postos;

Drama

A reportagem da EPTV, afiliada da TV Globo, foi até alguns dos centros de saúde e constatou o problema. Na unidade de Barão Geraldo, uma funcionária relata que os sais para reidratação oral e paracetamol estão em falta, enquanto que a quantidade de hioscina recebida não foi compatível com a demanda. “Veio 15 dias atrás uma quantidade pequena, não era suficiente.”

Na unidade do Campo Belo há somente três remédios disponíveis aos pacientes. “Dipirona, paracetamol e plasil. Só”, afirma uma funcionária, que preferiu não ser identificada.

No Centro de Saúde Figueira, também há limitação de itens: faltam dipirona e paracetamol em comprimidos. “Difícil, não tem nem remédio para dor de cabeça, não tem nada”, critica a dona de casa Luzia Honorato. O tom é mantido pelo mestre de obras Luiz Carlos Gonçalves.

“É uma calamidade pública, não pode ser assim.”

O mestre de obras Luiz Carlos Gonçalves, em Campinas — Foto: Reprodução / EPTV

O mestre de obras Luiz Carlos Gonçalves, em Campinas — Foto: Reprodução / EPTV

O que diz a Prefeitura?

A Secretaria de Saúde alega que reforçou os estoques de todos os insumos usados para tratar sintomas de pacientes com dengue, mas mesmo assim podem ter sido esgotados em algumas unidades antes do reabastecimento. De acordo com a pasta, quando isso ocorre cabe ao gestor da unidade comunicar o superior imediato para que haja reposição o mais breve possível.

Source: Em meio à epidemia, Campinas registra falta de medicamentos usados por pacientes com dengue | Campinas e Região | G1