Chuva causa estragos, derruba arvores e fere mulher em Barão Geraldo

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Bombeiros fizeram o resgate da vítimaDivulgação

Bombeiros fizeram o resgate da vítima

Devido à quantidade de chuva que atingiu Campinas esta semana, encharcando o solo, três árvores de grande porte caíram na cidade em menos de 24 horas. A primeira caiu em Barão Geraldo em cima de um carro deixando a motorista com fratura exposta no tornozelo, com o nariz, um dente e um dos punhos quebrados. A mulher não corre risco de morrer.
A segunda caiu de dentro do Bosque dos Jequitibás na Via Expressa Waldemar Paschoal (conhecida como Avenida Aquidaban), interditando-a por cerca de três horas, causando congestionamento até na Avenida José de Souza Campos (popularmente conhecida como Norte-Sul).
A terceira caiu na Rua Engenheiro Carlos Stevenson, intersecção com a Norte-Sul, por volta de 16h30, quebrando postes, causando incêndio nos transformadores, gerando pânico nos pedestres e deixando 4 mil consumidores da CPFL Paulista sem energia. A maior parte dos clientes teve o serviço restabelecido até às 17h30.
E a quarta, caiu no Largo Santa Cruz, no Cambuí, sem feridos. Bombeiros foram ao local, interditaram a rua de mesmo nome e solicitaram à CPFL que desligasse a energia momentaneamente para poder cortar a árvore e retirá-la.
Em Barão
A recepcionista Andreia Pino Silva, de 31, passava pela Estrada da Rhodia, no sentido bairro/Rodovia Zeferino Vaz, no final da noite de quinta-feira (14), quando o Siena que dirigia foi atingido por uma árvore de cerca de 20 metros. Ficou presa nas ferragens, sofreu fratura exposta no tornozelo esquerdo, quebrou o punho direito, o nariz e um dente e foi socorrida pelo resgate do Corpo de Bombeiros. O resgate durou cerca de três horas. Foi levada para o Centro Médico, onde segue internada sem risco de morte. O carro ficou destruído.
“Minha filha nasceu de novo. Foi Deus quem a livrou. Quando vi a cena do acidente, pensei: ‘ninguém sobreviveu'”, disse o pai, o aposentado Antônio Francisco Pino Silva, de 60 anos.
Andreia mora em Paulínia e voltava do Centro Médico, onde trabalha no laboratório.
O acidente foi por volta das 23h05, a cerca de 100 metros da portaria da Fazenda Rio das Pedras. Na hora chovia muito. Minutos antes, a recepcionista tinha parado no semáforo.
O eucalipto ficava em uma área arborizada nas margens da estrada, no lado esquerdo da via, no sentido bairro/centro. “Até a manhã de hoje, minha filha não se lembrava de nada. Ela achava que tinha batido em alguma coisa. A mãe contou o que ocorreu”, falou o aposentado.
Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, um engenheiro foi até o local e constatou que o eucalipto era saudável e a queda foi provocada pelo encharcamento do solo, devido às chuvas dos últimos dias.
“A árvore caiu bem no colo da moça. Foi uma fatalidade”, disse um empresário de 29 anos, que passou pelo local logo depois do acidente.
Na Aquidaban
Uma Tipuana, de cerca de 60 anos, caiu do Bosque dos Jequitibás na Via Expressa Waldemar Paschoal (conhecida como Avenida Aquidaban), no sentido da Avenida José de Souza Campos (popularmente conhecida como Norte-Sul), no bairro Bosque, interditando-a por cerca de 3 horas, e causando pelo menos um quilômetro de congestionamento no entorno. Não houve feridos.
A via foi interditada pelo Departamento de Parques e Jardins (DPJ) da Prefeitura, que cortou a árvore para poder retirá-la.
Duas motos e uma viatura da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) – responsável pelo trânsito da cidade – estiveram no local para orientar o tráfego.
Na Carlos Stevenson
A queda da terceira árvore danificou os postes e destruiu a fiação elétrica na Carlos Stevenson, esquina com a Norte-Sul, causando curto-circuito nos transformadores. “Foi muito assustador. Houve muito fogo e os motoristas começaram a entrar na contra-mão para tentar desviar”, conta a empresária Claudia Amorim, de 51 anos.
A árvore caiu por volta das 16h30, deixando 4 mil clientes da Companhia Paulista de Força e Luz sem energia. A maior parte dos consumidores teve o serviço restabelecido antes das 17h30, mas 283 clientes ainda estão sem força porque os postes e a fiação terão que ser trocados.
Foto: Janaína Ribeiro/ AAN

A árvore caiu por volta das 16h30, deixando 4 mil clientes da Companhia Paulista de Força e Luz sem energia

A árvore caiu por volta das 16h30, deixando 4 mil clientes da Companhia Paulista de Força e Luz sem energia
Com informações de Angela Ribeiro e Andremárcia, especiais para a AAN, e da repórter Shana Pereira

Fonte: Correio Popular