Campinas, SP, mapeia área de risco e cria sensores para evitar alagamentos

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Equipamentos foram instalados no Vale das Garças, em Barão Geraldo. Defesa Civil pretende ampliar projetos para outros pontos do município.

A Defesa Civil de Campinas (SP) fez um trabalho de mapeamento do Vale das Garças, no distrito de Barão Geraldo, e implantou sensores para evitar enchentes e alagamentos durante o verão. A região é considerada uma das 30 áreas de risco da cidade no período de chuvas por conta do extravasamento do Rio Atibaia.

O monitoramento contou com a ajuda dos próprios moradores, que informaram à administração municipal sobre quais são os pontos de maior preocupação. Segundo a Associação de Moradores e Proprietários do bairro, o local conta com pelo menos 1,3 mil habitantes.

Defesa Civil afirmou que sensores de granizo serão enviados para estudo (Foto: Marcello Carvalho/G1)Sidnei Furtado, afirmou que sensores serão
enviados à estudo (Foto: Marcello Carvalho/G1)

O anúncio das ações de prevenção no Vale das Garças foi feito na tarde desta quinta-feira (12) durante uma coletiva de imprensa na Prefeitura de Campinas. Segundo a Defesa Civil, foram instalados equipamentos com alarmes sonoros, para alertar os moradores sobre a cheia do Rio Atibaia, além de sensores de granizo, que serão enviados para estudos na Unicamp, e pluviômetros.

O projeto “Comunidade Resiliente” ainda abrange outros bairros próximos ao Vale das Garças, como o Piracambaia 2, que também é uma área de risco com a cheia do Rio Atibaia. O diretor da Defesa Civil de Campinas, Sidney Furtado, afirmou que, além da implantação dos sensores, a prioridade é fazer a população se preparar para as enchentes e evitar ficar próxima à áreas de riscos durante o período de chuvas.

“A ideia do sensor sonoro é emitir um alerta para o morador de que vai chover e o rio pode encher. Se isso de fato acontecer, ele vai contar como o apoio da Defesa Civil para ser retirado do local e salvar móveis e outros pertences. Já no caso do sensor de granizo, ele será levado para um estudo no Cepagri da Unicamp, que vai identificar quais são as áreas que têm mais propensão de chover granizo na cidade”, disse Furtado.

Em março do ano passado, o Vale das Garças sofreu com constantes enchentes. As ruas do loteamento de chácaras ficaram alagadas e algumas famílias ficaram desabrigadas. Na ocasião, os moradores reclamaram de falta de apoio do governo municipal. Segundo a Prefeitura, a ideia é que o projeto de monitoramento seja expandido para outras áreas de risco da cidade, como o distrito de Sousas.

Dívida
Durante a coletiva de imprensa, o prefeito Jonas Donizette (PSB) informou que prevê pagar a dívida que a Prefeitura tem com pelo menos 1,3 mil pequenos credores – débitos até R$ 20 mil – entre o final de janeiro e a primeira semana de fevereiro. Segundo ele, os impostos recebidos pelo Executivo no início do ano possibilitaram o pagamento.

“Conversei com a Secretaria de Finanças e vamos acertar a dívida com quem nós temos uma dívida de até R$ 20 mil até o início de fevereiro. Vamos ficar ainda com cerca de 200 credores, que é o que a gente chama de grandes credores, que pretendemos acertar a dívida também ainda neste início de ano”, disse o chefe do Executivo.

Boatos
O prefeito também desmentiu dois boatos que, segundo ele, surgiram no município neste início de ano. O primeiro é de que escolas municipais ficariam fechadas para abrigar famílias afetadas por enchentes provocadas por um forte temporal. Já o segundo é que, na última semana, foi colocada uma bomba no Paço Municipal. O peesebista afirmou que a origem dos boatos foi uma pessoa que sofre de “distúrbios mentais”.

Monitoramento foi realizado em áreas de Campinas próximas ao Rio Atibaia (Foto: José Braz/EPTV)Monitoramento foi realizado em áreas de Campinas próximas ao Rio Atibaia (Foto: José Braz/EPTV)

Fonte: G1 – Campinas, SP, mapeia área de risco e cria sensores para evitar alagamentos – notícias em Campinas e Região