Campinas faz mapeamento e indica áreas críticas para focos de dengue

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Vigilância Epidemiológica apontou distritos de Ouro Verde e Barão Geraldo.Imóveis fechados e acúmulo de lixo e entulho são os principais problemas.

Depois de registrar a maior epidemia de dengue da história de Campinas (SP) no ano passado, a Prefeitura começou a mapear os lugares com maior risco de proliferação do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da doença, além do vírus da zika e da chikungunya. De acordo com a Vigilância Epidemiológica, os dois pontos mais críticos do município são o distritos de Barão Geraldo e Ouro Verde.

No caso de Barão Geraldo, o principal problema no combate aos focos do mosquito é que a maioria dos imóveis fica fechada durante o dia. O distrito abriga muitas repúblicas de estudantes por conta da proximidade com a PUC-Campinas e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Além disso, o local ainda tem muitas casas para alugar que ficam fechadas durante meses.

A coordenadora regional de combate ao mosquito Priscila Brandão Pegoraro afirmou que de 100 imóveis visitados no distrito, eles conseguem visitar apenas 30. “É uma das nossas maiores pendências na cidade. Os imóveis ficam muito fechados, então em pelo menos 70% das vistorias que a gente faz, nós náo conseguimos entrar”, disse.

Já na região do Ouro Verde, no DIC 1 e Residencial São José, a maior dificuldade para a remoção dos criadouros é a quantidade de lixo e entulho. A reportagem da EPTV, afiliada da TV Globo, esteve nos bairros na manhã desta quarta-feira e encontrou embalagens plásticas e até tanques de lavar roupas jogados no local.

A coordenadora desta região, Mayana Thomaz, fez um alerta para que a população pare de jogar entulhos e lixo em terrenos. “O poder público tem uma atuação, mas o recurso acaba. A capacidade da população de descartar é muito maior do que a capacidade de limpeza. Remover o criadouro do próprio quintam e jogar no terreno do lado não resolver, uma mosquito tem uma dimensão espacial”, explicou.

Epidemias
Em 2014, a cidade teve 42,1 mil casos de dengue, com o tipo 1 sendo o mais comum da doença. Já em 2015, quando aconteceu a maior epidemia da história da cidade, foram 65,6 mil registros. Neste ano, a cidade teve 3,3 mil pessoas infectadas. Já no caso do vírus da zika, a Vigilância Epidemiológica confirmou 500 ocorrências.

Entulhos e lixo dificultam a remoção de criadouros em Campinas (Foto: Reprodução/EPTV)Entulhos e lixo dificultam a remoção de criadouros em Campinas (Foto: Reprodução/EPTV)

Fonte: G1 – Campinas faz mapeamento e indica áreas críticas para focos de dengue – notícias em Campinas e Região